sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

dear old stepstone



esta é uma boa canção para este blog.
os seus donos comeram tanto queijo quando eram novos que já nem se lembram dele.
para atenuar a sua solidão, venho contar apenas que a alemanha é o meu lugar para um duplo natal, um alemão no dia 24 e outro escocês, no 25, ainda com um telefonema para o natal português, com saudades da dear old stepstone e do bananeiro. quem puder que goze a dobrar, pelos ausentes.
dia 1 chego, se alguém ainda andar a ressacar pelo norte do país, num raio de acção que abrange coimbra. é nesta cidade que fico de dia 3 a 10, sendo que a 11 viajo para paris, numa emigração de pelo menos meio ano.
é a vida.
boas festinhas companheiros, algum dia nos juntaremos todos e será tudo fácil e perto como antigamente (nostalgia distorce a memória)

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Amsterdam

As legendas têm as suas falhas, mas que importa!!


segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

a estrela não!

Comecemos. Quer dizer começo eu que vós estais longe e daí nao se ouve e portanto é complicado.

Se este blogue tivese uma alma para além das nossas sete alminhas passaria o tempo a soluçar de abandono!! Pronto isto era só para me livrar dos sentimentos de culpa! Já está. Sobram voces com os vossos.
Isto eram as afirmações pendentes.

Agora as questões pendentes, mais tarde vem uma foto para desanuviar!
Comequié o Natal? Embananamo-nos?? Para nós tem de ser cedo que celebramos o aniversário do Senhor (bom do filho!) em Vieira do Minho, o que implica viagens e demais operações de logistica natalícia!
Quem vai estar por Braga nesta "Santa" data? Manifestem-se por vias tradicionais ou alternativas, mas a estrela nao vale que tem estado nublado!

beijinhos e abraços

x


domingo, 2 de novembro de 2008

eixo paris-berlin activo





ola frômagebins!

ainda em paris (desde a primeira quinzena do mês passado), envio noticias visuais acompanhadas de algum português escrito.

esta è a notre dame.






a escola de teatro onde aprendo è bem boa. desejo voltar em breve para continuar o processo.
os tòpicos principais são: ter sempre prazer em cena, partilhar esse prazer com contracenantes e pùblico e ser bom mentiroso. quem tiver curiosidade: http://www.ecolephilippegaulier.com

tem videos do mestre, uma das velhas tartarugas mais politicamente incorrectas do mundo.
gosto.


este sou eu numa aula/baile de gala.




os meus amigos parisienses têm sido o meu "soutien" nas alturas difìceis.
o Loup tem-me em sua casa hà quase um mês, o Ariza acolheu-me de emergencia durante 5 dias, emprestou-me uma t-shirt e um par de meias e a cristina faz-me rir quando imita a Marilyn em frente ao Moulin Rouge.



muito obrigado.







senhores, onde andais que fazeis como estais?

quem ainda visita este canto virtual?

feeding frenzy

Pois é bixus, mais um click.... desta vez são cisnes e migalhas

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

click


Mais um clique bixus. E sem legenda. As mil palavras são à vossa escolha.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

proteccionismo à antiga!!

Pois é meus caros,

deixo-vos uma reflexão económica de alto valor educativo sobre a economia americana!

Reflictam.


Marc Faber's comment on the US economy.


''The federal government is sending each of us a $600 rebate. If we spend that money at Wal-Mart, the money goes to China. If we spend it on gasoline it goes to the Arabs. If we buy a computer it will go to India. If we purchase fruit and vegetables it will go to Mexico, Honduras and Guatemala. If we purchase a good car it will go to Germany. If we purchase useless crap it will go to Taiwan and none of it will help the American economy. ..............The only way to keep that money here at home is to spend it on prostitutes and beer, since these are the only products still produced in US. I've been doing my part."

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

memória



Conversa no memorial ao holocausto em Berlim.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

fora dos queijobinhos

isto é:
quem quiser colocar hiperligações para outras páginas de actividades extra-queijobinhos (neste espaço à direita com o nome de "fora dos queijobinhos"), apenas tem de enviar-me a hiperligação e o título que gostaria de dar a essa página. pode ser apenas uma foto que esteja na net, ou uma página que vocês achem um grande achado e que queiram partilhar com a malta.

na nova aplicação imediatamente abaixo, também é possível criarem feeds das novidades do nosso blog, mensagens e/ou comentários, noutras páginas que tenham na web, sem terem que abrir o blog. no entanto, isto apenas funciona, para já, se tiverem a google homepage ou o google reader, o my yahoo, o netvibes, o bloglines, o newsgator e talvez o outlook, que não experimentei. eu uso como página de início o netvibes, que muito aconselho pois evita que se tenha que abrir várias páginas de diferentes endereços de emails e jornais e blogues e dicionários e mapas e motores de busca e todas as páginas que quisermos e calendário e bloco de apontamentos e ligações às nossas contas no youtube ou myspace etc etc. pode-se ter lá tudo concentrado na mesma página. é um centro de operações e poupa bué de tempo.
bom, se alguém tiver perguntas ou propostas, força.

e mais, quem quiser ser coordenador e mexer nas definições do blog basta dizer e eu envio um convite.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

à espera dos portugas em madrid

para seguir a onda dos relatos de férias, as minhas estão no seu apogeu: encontro-me em madrid na já afamada calle de sta. engracia, quer dizer, lá à beira, fazendo tempo até chegar o casal (na)morador: aifos e ocix (escritos assim parecem nomes de uns gueis gregos)

acabadinho de chegar de iquitos(amazónia)-lima-caracas-paris, e amanhã ainda gostava de tentar porto e depois braga. não sei como, a bagagem chegou a madrid quase intacta, ao contrário do sucedido na viagem de ida, em que a minha mochila ficou retida na venezuela pelas brigadas anti-droga do hugo chavez e eu tive que sobreviver no inverno de lima com uma mísera mantinha roubada à air france, que bem mereceu a má onda. são memo necas, estes joes... é no regresso que um gajo vem com os carregamentos ilícitos (depois distrubuo pela malta).

logo depois, descida ao sul: deserto de nasca. por diversão, pedi no guiché da rodoviária: "era um pa'nasca", mas ninguém me compreendia


grande curte, apesar de a anna a vomitar a viagem toda numa avionete mais apertadinha que um mini dentro da qual sobrevoamos as gigantes e misteriosas figuras ou geoglifos de nasca, deixadas há dois milénios por uma cultura pré-inca. na foto, os mais observadores poderão distinguir uma aranha um pouco mais à esquerda e acima do centro. mede cerca de 50 metros de comprimento, sendo das mais pequenas.

à noite, um comediante de rua mete-me no seu show dessa noite. grande combi, cheio de panascadas, que o que o povão gosta é de picante. é pena é serem pobres, caso contrário o artista teria ganhado uma pasta valente.


dia seguinte, ida ao deserto de Ica em carrinho especial de areia cujo nome anglófono se recusa a entrar no meu léxico pessoal. mega dunas, tipo montanhas, que se desciam em sandboard, desporto radicalíssimo e orgásmico que me proporcionou uns trambolhoes espalhafatosos cheios de areia na boca, mas que no final do tour já me deixava curtir a cena a altas velocidades.



passagem ainda pelas ilhas ballestras, chamadas os galápagos dos pobres. montes de piupius de espécies o mais diverso possível, de todas as formas, tamanhos e cores. uma beleza natural. e com pinguins, leões marinhos, condores, golfinhos e um peruano que vivia na ilha a tempo inteiro, sozinho a dedicar-se à masturbação profissional e a guardar a merda dos pássaros, verdadeiro tesouro que já originou guerras internacionais na região devido à sua importância e valor como fertilizante para a agricultura.



de tarde, visitamos o parque por terra, num velho coiso que eles chamavam autocarro mas que nós rapidamente transformariamos em atracção de museu. bonitas vistas nuns penhascos sobre o mar entalados entre o deserto e o mar. ao longe via-se um cabo com umas casitas: o restaurante onde almoçaríamos. apeteceu-me correr e lá fui eu, atravessando uma praia no caminho onde vinham morrer os leões marinhos. no meio de cadáveres em diversas fases de decomposição e do respectivo pivete, trouxe uma mandíbula com as presas bem conservadas e mal-cheirosas para oferecer à anna. comemos principescamente, eu ceviche, o prato mais típico do perú: peixe fresco crú marinado em lima, picantes e especiarias, cebola e servido com molhos à escolha. meu deus, quanto comi, disso e do creme de marisco mais poderoso e substancial de sempre.

lima-iquitos. primeira impressão ao chegar ao aeroporto: calor-humidade-extrema-sufoco. não é demasiado desconfortável. na cidade rodeada por mato, riquexós e motas por toda a parte, caos, parece a índia, deve ser porque está tudo cheio de índios. são atléticos, robustos. compreendo porque foi tão fácil aos portugueses terem que colonizar parte do brasil em estreita colaboração com as indias. há parcerias que estão votadas ao sucesso. adiante. o psicólogo austríaco que trabalha com o xamã com quem vamos estar parece-me louco. até aqui tudo como de costume. mete-nos no barco pelo amazonas, uma hora e pico até tamshiacu, a vilazinha a partir da qual nos meteremos na selva.
a gente é muito simpática, mas na vila sinto-me um colonialista. está tudo preparado de forma a que nós, os europeus, não tenhamos que fazer nada duro. os índios gostam de fazê-lo porque recebem uns trocados por isso. pus-me a observar estas coisas, as minhas mochilonas a serem carregadas por crianças todas contentes, etc. é fazer ser-se colonialista. depois de observar um pouco, tentei ao longo dos dias ir saindo desse papel. foi difícil, niinguém queria, a ordem que funcionava ali ficava baralhada.

chegada a Yushintaita, acampamento mas com construções enormes e de dois andares em madeira, paradisíaco. riacho para dar uns mergulhos, redes de embalar por toda a parte, selva e ruídos desconhecidos a toda a volta. vamos ficar pelo menos 10 dias.

primeiro dia, 7 da manhã, primeira medicina: oje, leite de látex. objectivo: purga. por cima e por baixo, algumas horas no riacho, nús e de rabo metido na água, evacuando compulsivamente em
ambos os sentidos. os pudores foram com a purga.
acerca das cerimónias de ayahuasca, o grande motivo da nossa viagem, abstenho-me de falar. ainda não se pode dizer nada.
outras medicinas compreenderam a bebida de mapacho, tabaco fortíssimo, de vómito imediato. um líquido que se mete pelo nariz e que parece que queima tudo até aos neurónios, um banho de infusão de várias ervas odorosas, uma hora metidos dentro da terra apenas com a cabeça de fora, etc etc.
a verdade é que me sinto bem (agora que voltei).

animais observados? uma víbora, um crocodilo bébé, pássaros e insectos de todo o tipo, ouvimos algo muito próximo que parecia ser um jaguar, cobrinhas e lagartos, e mosquitos, mosquitos a toda a hora, nas suas horas de expediente obrigando toda a gente a refugiar-se dentro das camas com mosquiteiro. impossível parar dentro da selva, há que estar sempre em movimento. e mesmo assim a cara vem lá de dentro como uma pizza. dizem que só passado um ano o corpo se habitua às picadas e a reacção quase desaparece. é suficiente para saber que eu não quero viver aqui.

o regresso foi atribulado, últimas compras, fazer as malas, muitas viagens. o perú é um país forte em pelo menos três coisas, natureza, arqueologia e artesanato, e viemos com as mochilas cheias depois de termos oferecido algumas roupas.

o país tem uma linha vertical de deserto junto à costa (entre 50 e 100/150 km), outra faixa de montanha, os Andes, que tem uma largura maior (entre 100 a 300/400 km, ultrapassando os 6000m de altura) e depois para dentro é a bacia amazónica, que ocupa metade do país. uma diversidade de climas, paisagens, culturas, influências, absolutamente fascinante. não vimos quase nada, mas intuímos.

este relato foi começado perto da bonnie and clyde bracarenses agora a viver em madrid, mas acabado em plena bracara augusta. sabe bem voltar! queijobinhos, alguém anda por perto?

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

bakantza

______ Xico

______ Sofia

Pois é caros companheiros, como tudo o que é bom se acaba, lá se foram as férias...... Desta vez, e para não variar, decidimos passá-las entre montes e vales e rumámos aos Pirinéus aragoneses para disfrutar de penedos e trovoadas como não tinhamos visto nunca!!!!

Mais concretamente fomos para uma zona próxima do “Parque Nacional de Ordessa y Monte Perdido” sítio emblemático e bastante bem preservado (aliás nós passámos o tempo a dizer –“F***-** esta m**** é um exemplo de conservação e tal.... Está bem pa c*******!” mas como na net somos bem educados abstemo-nos, e censuramos essas locuções)

Hummmmm, ja me estava a perder! Então partimos de Madrid no nosso carro novo (alugado por duas semanitas, claro está!) em direcção Madrid-Zaragoza-Huesca-Nenhures (leia-se Torla, o nome do pueblo) sem mais factos dignos de nota do que termos visto a Expo ao longe (ta bonito sim senhora), termos visto Huesca que é uma aldeia disfarçada (e mal) de cidade e de nos termos enjoado (eu e o Shima) como porcos no camião que os leva para o abate! Além do calorão insuportável que estava em Espanha por esses dias!!!

Tcharannnnnnn!!!!!! Este foi o primeiro relance que tivemos do sítio!!!!! Depois de dois minutos durante os quais tentamos recuperar a fala continuámos a ver esta paisagem cada vez mais perto, até que chegámos ao parque de campismo. E aí, tcharannnnnn!!!!!

O parque de campismo era mesmo em frente ao mega-penedo que podem vislumbrar na foto!!!! Eu sei que nao é um penedo, é uma formação geológica (canhão na sua forma mais orgulhosamente tuga, canyon na sua forma yankee) de origem cársica formada devido à natureza calcárea das rochas desta zona!!! (melhorou hein?)

Perco-me, perco-me. Só não perco a cabeça ....... porque, porque!

Bom.... é uma pena que não tenhamos tirado uma foto à entrada do parque porque era um verdadeiro espectáculo de cor. Estava constituído por duas casas de pedra literarmente cobertas por flores de todas as cores. Flores estas que só duram a epoca estival visto que o inverno nesta zona dura 5 meses ao ano. Que dureza!!!!!!!!!!!

Entao lá nos instalámos e tratámos de começar a explorar a zona (leia-se “andar como loucos”, nunca menos de 30kms por dia, quase nos mata aos dois ( Sofia & Shima)). Deixo-vos uma digitalizaçao ranhosa do mapa que levámos, espero que consigam perceber alguma coisa(a quadrícula é de 1km de lado, a escala ficava numa ponta da carta e deu-me preguiça!!!

Eu pessoalmente ia com pretensões de dar um passeio por um três mil, de preferecia o Monte Perdido que só com este nome já ganha uma espécie de aura mágica. Se se juntar ao nome enigmático os seus 3355 metros de altitude, a necessidade de o subir em dois dias (de mencionar que o refugio onde se pernoitava estava completo todo o mês de Agosto) (a nao ser que se alugue um taxi 4x4 que custa uma fortuna ou se pague a um guia a módica cuantia de 130€ por pessoa), os tres glaciares que o rodeiam (e é preciso atravessar pelo menos um para lá chegar) ou o facto de dia 5 de Agosto estar cheio de neve e serem precisos “cranpons” e “piolets” para la chegar, depressa se chega à conclusão de que a montanha me pôs no meu lugar (cá em baixo nos vales)! É que isto é uma montanha muito, muito séria! Daquelas que emocionam! Se não vejam esta foto do montito tirada a uma cota de 1900 m de altitude a uns 6 km em linha recta do dito! (reparem que abaixo se vê o trilho que fizemos no 4 dia).

Pois é.... muita areia para a minha camioneta!!!!! Mas não se preocupem pelo meu estado anímico... eu ja superei o assunto (mas custou), decidi que temos de voltar para o subir e ponto final. Alguém quer vir? ;)

Mas não pensem que estivemos o tempo todo a olhar para a montanha que não íamos subir, fizemos as nossas caminhadas (ver mapa) intercaladas com um ou dois dias de descanso. É que as patas do Shima ja nao são o que eram!

Nos dias de descanso aproveitamos para calcorrear a zona circundante, fomos a Jaca que é uma cidade virada para a montanha e que parece viver do turismo de inverno, fomos a Panticosa que é uma zona de esqui (mas não dava pa esquiar) entre outros “pueblos” mais ou menos interessantes e que ficavam perto!

Nos dias em que fizemos caminhadas aproveitámos para disfrutar dos rios da zona (as fomosas marmotas nem ve-las no entanto sempre havia companhia de uns abutres pirinaicos gigantes que confundiam o shima com um coelho). A água estava a uma temperatura agradabilíssima (para cerveja) e portanto tomar banho era uma espécie de sofrimento refrigerado (mas tomamos, sem bem que o xico ficou a falar fininho depois)!

Mas como disse no início tudo o que é bom se acaba e depois de uma semana de estadia pelos pirinéus o tempo deixou de ajudar e fugimos para o País Vasco. Até esse momento só tinha chovido e trovejado durante as noites ( TROVEJADO a sério, com raios a cair em arvores a a causarem pequenos incendios, e os teus ouvidos a zuir alguns segundos depois do trovão), mas como a coisa ia virar (e acreditem que é um sítio tramado para apanhar uma tempestade!!!!) decidimo-nos por um bocado de praia antes de acabar as férias. Deixo-vos uma imagem tipo eu (postal) de Torla que é a aldeia mais próxima do camping!!!!

Então lá fomos Torla-Jaca-Pamplona com paragem para almoço domingueiro nesta última que também se pode chamar Iruña e que compreendeu paella (e boa) e voltar a arrancar Pamplona-San Sebastián-Lumo-Mundaka (ou seja Iruña-Donostia-Gernika (sim... a do Picasso) – Mundaka).

Mundaka é uma vilória (pueblo) que parece ter sido um antigo destino turistico de classe alta que foi abandonado ( coisas da ETA ?!?) e reconvertido num destino de surf. Tem um bocado ar de cidade fantasma, nao sei.... é um sítio estranho. A grande vantagem é que fica perto de Bilbao que tem os seus encantos! ( de notar que o País Vasco tem aproximadamente 16 campings e quase todos em Viscaya, logo a escolha por Guipuzcoa não era muita)

Pois é, e pouco mais... a nao ser os fait-divers de estar a acampar e apanhar coisas como um casalinho de tugas obececados com o desporto, uma holandesa cota que não parava de arrotar e dar peidos sendo imediatamente criticada pela sua companheira, trovoada que parece que vai rachar a montanha que está por cima de ti em dois, cães com as patas inflamadas das caminhadas (pobrinho), montanheiros equipados para subir e descer o Everest quatro vezes seguidas mas que na verdade não saem muito do bar do parque de campismo, campings de praia que parecem ter sido invadidos para um casting da edição francesa dos morangos com açúcar, pessoal que não diz “hola” diz ”aupa” e não diz “adiós” diz “agur”.

E nós também, AGUR!!! AGURE (esta é a versão mais provinciana)

domingo, 3 de agosto de 2008

domingo, 13 de julho de 2008

Zom Be!


Parece-me bem que se quebre o silêncio deste blog! Bem!?!?!? Parece-me fundamental que se faça, mas talvez com jeitinho - para não perturbar nenhum ouvido que esteja por esta altura recheado de cera tal é a falta de uso que lhe é dado. E eis que por falar em cera, pensarão certamente que a abelha do título andará a zumbir na caneca ou a zombir no púcaro! Não poderias estar mais equivocados! Sucede que, aqui nas inglas e no meio de tanta pasmaceira e quotidianos formatados, aconteceu um encontro enorme, aliás foi antes um encontrão, dedicado à celebração do passado equinócio numa lua cheia!
Depois de passado muito tempo na horizontalidade da falta de formação e formas, sacudiu-se a poeira instalada e resolveu-se po unanimidade reavivar a alegria de viver! Que melhor altura senão uma sexta-feira dia 13 para tal celebração!!!
Assim e de repente e como se de fantasmas se tratassem, estavam reunidas as hostes zombeiras lá em casa! Não houve outra alternativa que não botar uma cara de morte e fingir que se fazia parte do ajuntamento, sob o risco de ser comido membro a membro. Foi altura de aproveitar a pilosidade facial, pegar numa toalha e fazer uma aproximação a um zombie futurista, ou pelo menos não confirmado: Zombien laden!



Como eu digo, antes um zombie vivo do que um Zé morto! Foi assim no meio dos canasdopé, e muita sangria (da verdadeira) que me fui infiltrando no meio da zombinzada e apesar da mortandade, sempre deu para meter conversa com uns mortos vivos como o Fidel (aka Lorenzo) e outros parceiros da morte eirada (o outro é o Ben!).





Apesar de estarem presentes outras ilustres personagens, de quem mais à frente já se irá relatar, convém dizer que a fome era negra e o lobo mau decidiu comer uma mão em vez de ir com o palhaço e o pai Natal ao circo. A alpinista enforcada no próprio cabo (que é a Marta que mora cá em casa), ficou de lhe dar uma mão e o lobito não encontrou melhor altura! Ao fim ao cabo, já nem a alpinista podia voltar a escalar nem o lobo seria o alfa da alcateia, quiçá o omega…


No meio de tanta sangria e um vodka negro assassino, eu decidi tomar a iniciativa da emplastra da foto anterior e tentar a minha sorte num eventual reavivar dos calores ao pé do forno e com um pouco de sorte, quem sabe, até um levantamento da pedra tumular! Mas a braza era quente demais e estava muito vivaça para o meu estado de degredo generalizado – se bem que o general ficou lá trás na primeira foto!


Por esta altura eu já estava prai nos meus menos sete palmos de terra e o pessoal começou a perder a cabeça! O responsável foi um já habituado a estas andanças de se perder pelos meandros da loucura e ensandecência, o Elvis (que é o Pete “da Zuco” – o outro nabiço que mora cá em casa) cum alta pança forrada a almofada e cabeça forrada a LSD!



Alta almofodinha foi limpar a casa no dia seguinte! Só foi pena os zombies não terem vómito fantasma, daquele que desaparece na bruma…

quarta-feira, 25 de junho de 2008

uma imagem vale mais do que 1000 palavras

mas a minha máquina fotográfica avariou-se..

portanto, em vez disso, queria lançar um repto.
alguém já sabe quando vai estar na cidade berço d' Os Queijobinhos, a augusta bracara?
eu estarei até quase ao fim de julho pelo porto, com facilidade de dar saltos a braga para qualquer tipo de comemoração. depois, só mesmo final de agosto e princípio de setembro.
como dizemos todos os anos, seria fixe vermo-nos!

quanto às minhas andanças, tenho estado pelo porto, com visitas fugazes a coimbra (trabalho) e cada vez menos a braga (coçá-los). eu e o david fizémos um acampamento de algumas horas na mata do buçaco que teve como principal curiosidade o facto de termos saído de coimbra depois da 1 da manhã ainda para viajar, montar a tenda, etc.
talvez mandemos algumas fotos ao post.
entretanto, uma semana na alemanha. mais uma mossa numa carrinha, desta vez alugada para as mudanças da Anna. 700 euros. os meus vencimentos andam a ser bem investidos...
mas é um sinal de que ando um bocado aos Ss.
sem tempo para digerir. cago o que como sem tirar nem pôr.
logo a seguir a ter voltado lá de cima, chega o juantxo do este, cheio de coisas das índias. recomeçamos com o "ditu&feitu". actuámos em Portugal, depois no fim de semana seguinte em Espanha (num festival de teatro de rua, em foto de alguém que andava por lá), neste que vem em Portugal e pouco depois na espanha outra vez. como? ryanair, a companhia mais manhosa e útil para os nortenhos portugueses. mais rápido e quase mais barato do que ir a lisboa.
pelo meio, muitos workshops, muitas decisões de futuro que se desenharão ou não. cada coisa a seu tempo.
ahh e o encontro com o Marron (põe-te fino!) sempre se deu, na casa do seu irmão, que é quase meu vizinho, e que andará em digressão pelo estrangeiro com uma banda esquisita. Jantámos o Mirco (snoop doggy dog), eu (jim morrison), o Fera (jimmy hendrix) e o Tiago (Tiago).
por falar em marron, esta palavra é uma forma menos forte mas mais estilosa de dizer "merda" em espanha. "que marrón!"
bom, comer.
quer dizer, vou almoçar.
escrevam. digam merdas, digam marrons, qualquer coisa. anda tudo intimidado pelas peças de literatura de viagem (sempre com altos fotões) com que o nivete anda a presentear-nos?
basta um qualquer insulto colectivo e o resto do pessoal já gosta...

passóbéns do Batamão

terça-feira, 17 de junho de 2008

Caputz - Verao que Londres é que é!

Pois é meus amigos. Nao ha nada como nos enrolarmos na bandeira nacional, queimarmos um chourico assado na peruca da inglesa, e gritar bem alto: PORTUGOOOOOAAAAALLLLLL!

O passado fim de semana foi um fim de semana de emocao, alcool, coragem, fuminhos, cabrito assado “que nao comemos esta merda toda”, e Mary Poppins nos telhados Londrinos.



Tudo comecou no comeco, quando o Zé viu o Joao, e o Joao viu o Ze e ... nao, pera, antes o Joao veio de Bristol numa traquineta que fervia a 50 graus, dor apertada no peito, e com espasmos de panico que lhe ia dando uma coisinha má. Sim, depois de mijar na casa de banho da traquineta, a 200 km/h com a mangueira a dar a dar, e a ser atirado de um lado para o outro na pequena cabine com sanita, tudo ficou bem mais aliviado. O Zé por outro lado, ja que vinha de Oeste, teve confortavelmente abancado no Quimboio, mas nao se safou de esperar pelo Joao. Aproveitou foi para ver as venareantes londinas que de chanatas flip-flop e de top (e bottom) reduzido, se deslocavam, imagino eu, para as belas praias do Thames. Pelo menos como a cor da água nao destoa muito da do céu cinzento, haverá sempre a possibilidade da carga radiocativa lhes dar um bronze a maneira – ou isso, ou um cancro nas unhas!

Comecamos o dia a comer na mama ou melhor na Wagamama. A primeira conclusao foi que o verao é fuck. Quem quer que passe em High St Kensington no Verao, só pode chegar a essa conclusao, tal é a beleza da paisage, e pumba!!!! – malditos postes errantes!

Depois embarcamos para Notting Hill, e comecamos a tentar afogar as nossas ansiedades no alcool. Toda a gente sabe como elas cantam (mais sobre As Rebeldes, mais adiante). Deixamos a tralha na casa no nosso muy nobre anfitriao e subimos ao seu telhado, onde deitamos abaixo a bela da Super-bock.



Depois de emborcados, zarpamos em excursao para uma garagem feita restaurante emigra. A pinha! Felizmente reservamos mesa, mas esquecemo-nos de reservar as cadeiras, de forma que tivemos periodos de alguma tensao/hesitacao. Eu ainda pensei que tinha de arranjar uma cadeira antes de a música acabar, mas como a Tonicha nao se calavam e mais ninguiem corria a volta das messas, deixei isso para outras primárias! La conseguimos assentos com a testa bem enfiada debaixo de um dos ecrans.

O jogo foi como se sabe, Deco regado a tintol, Ronaldo bem assado, 2-0 allez allez (se Portugal perder com a Franca, nao faz diferenca, é allez allez até ao fim) mas com os turcos foi mais Ala Ala!



Acabamos de volto ao reinado da Mary Poppins a dar-lheforte no Alvarilho – qual podridao secundaria!



Quando nos fomos deitar já o Sol ia bem alto e pouco precepcao havia da realidade – foi um caso raro de loucura solarenga!



No dia seguir continuamos na senda da lusa patria! O Joao acordou com cara de poucos amigos e o Zé lá tentou enfiar o que devia no dito saco. Como o cerebro já nao funcionava usou-se outra fonte de ideias...



Depois de umas voltas num taxi demorado e bem pago, partimos em busca da celebracao do 10 de Junho, que foi festejado a 8, porque a malta de Londres é bem a frente!



Saridinhas, chourico, rissois, croquetes, chamusas, sumol, e muita cerveja regaram os festejos onde se pedia em Portugues, e felizmente se pagava em pounds.




Foi depois do Rancho de Abrunheira do Meio que aparecereu a revelacao do dia: As Rebeldes! Que contam no curriculo com actuacoes em Portugal e no estrangeiro, incluindo a Europa, a Madeira e Cabo Verde!



Ficamos todos com um sorriso de orelha a orelha e por pouco nao chegava a nuca!
Nao havia qualquer duvida que pelo menos uma das meninas tinha argumentos de peso!



Projectava-se bem (só era pena nao cantar) e ao contrário das desafinadas vocalistas, sabia o que fazer e como. Esta sim, uma menina bem lancada.



Ambos os dois foram tentar a sorte, mas pouco conseguiram. Ainda assim deu para facturar com a boneca e Ala que se faz tarde!

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Ver Ona por um Canudo!



- “O Zé olha o passarinho!”
- “É uma cria!!” E tudo o que eu queria era pôr-lhe as mãos em cima, para ver se lhe dava mais umas horas antes do gato Silvino (e não silvestre porque afinal estávamos na segunda maior cidade do Veneto Italiano!), se engasgasse com as penas…



Assim começou a descida do MonteÉquio depois de descarregadas as malas na casa da dona Augustina, que por muito Augusta que fosse, lá tino tinha pouco… Mas ainda assim tinha dois quartos que nos assentavam bem e estavam limpinhos, apesar de termos rezado três terços para que não nos calhasse uma espelunca. Felizmente a Joana fez uma boa escolha!
Aníbal “o Augustus”, Joana “a Espartana” e Zeca “o Nivete” estavam todos três reunidos na cidade dos Capuletos, depois de uns terem aviado de Turino e outro arrumado um Erasmus, este de Milão. Partimos então à conquista cultural da cidade, onde reinava uma paz de fracas bases. Antes que o caldo se entorne e a torre desmorone, mandamos logo vir uma pizza (com sólidas bases, claro) e evitamos as manifs na praça central, que reclamavam o valor da vida. Tomamos nota, mas seguimos a via ápia (em português: àpernasparaquetequero) e sem dar conta, nem das notas nem da vida, entramos no Coliseu!



O terceiro maior do mundo e talvez de Itália! Um mimo – ou dois que o outro estava escondido e sem rede. Entre subidas ao terceiro anel e descidas aos calabouços, tivemos o prazer de nos gladiar sobre a ciência das pequenas coisas. Ficou logo o palco montado para espectáculos futuros, pois aparentemente a acústica do coliseu é especial e por aqui passam os grandes tenores e as produções operárias, mas estas sem sindicalistas, apenas e só com o céu e um ovo estrelado por cima, tipo a cavalo.



Depois de um capuchino na praça, um montéquio em casa e um capuleto na cama, seguimos a percurso pelas margens do rio, onde já estava o Augustus primeiro a contemplar as suas conquistas. Com um semblante carregado e um céu pensativo, disse-nos assim:
- “Tenho uma história para vos mostrar! É para mater em segredo, mas ali no meu castelo, o Vechio está guardada a revelação da origem do Mundo”.




E eu pensei cá para os meus botões (principalmente o do elevador) que o melhor mesmo seria ir caladinho como um rato, atrás do Aníbal e depois como se fosse um leão dar alto escabeche, mas sem ninguém nem um gnu dar por isso, e sobretudo sem o Aníbal ver o fricassé! E como Poncio, o Pilatus, dei o meu melhor, num estilo que mais tarde se viria a chamar de Jon, o Travolta!




Deparamo-nos então com uma obra prima de terceiro grau, de Antonieta “a lambreta” – familiar do Aníbal, filha da sua prima a Maria, “sem cabeça” (foi no Corte Inglês com o cartão do marido – o Bony pós amigos - embora fosse mais franca que a zona euro).



Pastada na parede estava o Códice da Vívlia, peça do século, o primeiro, que retratava o origem do Mundo aos quadradinhos e que serviu de base para os copos que facilitaram a escrita da mesma história, em prosa, do livro sagrado. Percebe-se que por essa altura (500 metros) a sapiência era limitada e a autora, com laivos de uma clareza infinita, traduziu para miúdos os vários quadrados da criação. Assim se explica porque é que a origem da vida tem uma progressão geométrica e não aritmética: segue sempre ao quadrado do número anterior.





Desvendado o mistéio, a Espartana e o Nivete, resolveram matutar sobre o assunto e como quem matuta ao pé de Santa Engrácia, fica com pouca grácia e ainda menos santa, aproveitamos para seguir o Augustus e descortinar mais alguns mistérios da vida ou falta dela. Eis senão quando e no meio de muita obra, nos aparece um objecto do século que há de vir, e pelos vistos estava ligado à extinção!




Foi nesse momento que nos pareceu bem, ir apanhar Quim, o bóio (aliás primo do Rolhas) e arrepiamos caminho até à estação da Prima, a Vera, que nos abençoou com água, na benta, para regressar com a alma culta e o coração sorridente.