terça-feira, 29 de abril de 2008

18 minutos

Escrevi aquilo que pensava ser a salvação do blog no trajecto casa-trabalho.
Acabo de entrar no blog. Há dois posts desde ontem. Não há fome que não dê em fartura!!
O blog vive!
A minha salvação não salva, mas ponho na mesma o que tinha escrito.
Acerca da etnicidade portuguesa.... não encontro melhor definição que o nome deste blog. Queijobinhos, clara referência ao cheiro português, dos pés e da boca respectivamente!


9h da manhã, trajecto Nuevos Ministérios - Cantoblanco Universidad, duração prevista: 20 minutos! Tempo para salvar um blog, 18 minutos.
Por incrível que possa parecer este foi dos únicos momentos que pude dedicar ao nosso blog (longa e feliz vida tenha!!!!). Isto devia ter começado há umas semanas com uma chuva de mensagens de regozijo pela criação do dito! Não chegou o regozijo (ou não se ouviu), só veio chuva!
Passando a elucubrações menos metereológicas; estive em Braga há duas semanas atrás. Foi uma aventura, mas não digo mais porque prometi a mim mesmo não falar mais de chuva neste post (sarrabisquei umas coisas na esplanada do Bom Jesus, qualquer dia ponho-as aqui!).
Merda, ou a viagem foi muito rápida ou eu escrevo mesmo devagar! Seja como for, isto é um “estou à escuta”. E vocês?
Ponham qualquer coisa, fotos das unhas dos pés, ponham fotos dos vossos bichos, ponham relatórios do vosso trabalho, ponham pedaços da selva, ponham caralhadas e poesia. Ponham! Como as galinhas.

Abraço.

Xico

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Marron do coraçon

AH AH aAh
és o maior mirco...
uma verdadeira bomba étnica!
bem-vindo!
vou já participar no debate:
ainda perguntas se há uma etnicidade (o que é isso, só conheço etnia) tuga? claro que há, acho eu!.. é um bocado badalhoca e rude, fechada e macambúzia, como uma vítima que tivesse de proteger-se, mas também tem uma obscuridade e uma animalidade interessantes, como uma coisa que se pudesse ser polida - coisa muito difícil - podia dar em algo deslumbrante. e tem um lado de insatisfação, de ruptura, de não obediência. o que nos melhores momentos é bom, o pior é que os maus momentos parecem ser o habitat desta raça.
quanto aos polacos, sei pouco. quanto às polacas também, infelizmente.
bom, mirco, tudo isto para dizer que, se triparem contigo, a gente vai aí em manada dos quatro cantos do bairro europeu mostrar que somos fo&#dos para a porrada. quer dizer, antes tenta resolver falando: diz-lhes que somos das enguardas, da sé, do fujacal e conhecemos pessoal das palhotas. a ver se os gajos se põem no seu lugar... uma cabeçada na boca... ai o cara#$o.
espero ter ajudado para uma elucidação da problemática lançada.
abraçocorro!

Tou Bibo!

Olá cambada!
Aqui fica a minha contribuição para manter o blog vivo!
Se calhar precisamos de um tema para debater para dar vida ao blog.
Sugiro o tema de etnicidade (cultura, raça, religião) Sugiro este tema porque até me ajudava em termos pessoais e profissionais saber a vossa opinião sobre este tema.
Contexto: a crise económica está a agravar relações entre pessoas com diferentes etnicidades, nacionalidades e religiões nesta zona de Gales onde vivo.
Há um grande desconforto entre não nacionais (não galeses) que nunca pensaram ser e não se sentem minorias étnicas, como a comunidade portuguesa ou polaca. Existe algo como uma etnicidade portuguesa ou polaca?
Fico à espera.
Abraço
Mirco

quinta-feira, 3 de abril de 2008

van-alidades

pronto, já que ninguém diz nada eu quebro o gelo mais uma vez...
só para dizer que a carrinha que me trouxe da alemanha, de seu nome Frankenstar, está finalmente 100% legal e amanhã vou dormir para o mato ou para a praia com ela.
vamo-nos portar bem, espero.
e vou tentar fazer alguma foto para poder apresentá-la ao pessoal. fiquei m craque em procedimentos com automóveis e legalizações. agora só falta mesmo de mecânica. já sei ver o óleo, mas não vou além disso.

de resto, domingo voo para valencia, a minha cidade em espanha, para mais um par de semanas no meio de palhaços.

aguardo por notícias das vossas movimentações no terreno.

abraços

terça-feira, 1 de abril de 2008

Hoje é um belo dia para nos encontrarmos

Queridos Queijobinhos,

já há muito se fala entre nós de termos algum espaço onde possamos continuar a saber uns dos outros, a deitar achas para a fogueira. Desde há algum tempo (anos) para cá, temos tido uma crescente dificuldade em estarmos simultaneamente num mesmo lugar. É progresso, é a diáspora, é a fuga de cérebros, é a fuga aos portugueses, é uma procura de ar livre; são muitas as razões que nos dispersaram para quadrantes díspares no lugar e no conteúdo.
Chegou o momento de fazermos algo para matar as coisas passadas e procurar novas formas para os laços que nos unem ou, dito com mais simplicidade, matar saudades.
O repto é também simples. Irmo-nos pondo a par uns dos outros com palavras e imagens dos nossos quotidianos ordinários e extraordinários.
Este é a partir de hoje o nosso espaço comum. Preenchamo-lo.

E pronto, depois deste pomposo paleio inaugural, há liberdade para avacalhar. Morte à censura de qualquer tipo. Juntos venceremos o poder sufocante e uniformizador dos sectores de vigilância das grandes superfícies. Eles podem ter ganho uma batalha, mas a guerra ainda é uma criança. Inocente, como se quer.

Amigos dos peitos, deixo-vos um abraço emocionado e espero pelas vossas movimentações.

Pedro