quarta-feira, 27 de agosto de 2008

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

fora dos queijobinhos

isto é:
quem quiser colocar hiperligações para outras páginas de actividades extra-queijobinhos (neste espaço à direita com o nome de "fora dos queijobinhos"), apenas tem de enviar-me a hiperligação e o título que gostaria de dar a essa página. pode ser apenas uma foto que esteja na net, ou uma página que vocês achem um grande achado e que queiram partilhar com a malta.

na nova aplicação imediatamente abaixo, também é possível criarem feeds das novidades do nosso blog, mensagens e/ou comentários, noutras páginas que tenham na web, sem terem que abrir o blog. no entanto, isto apenas funciona, para já, se tiverem a google homepage ou o google reader, o my yahoo, o netvibes, o bloglines, o newsgator e talvez o outlook, que não experimentei. eu uso como página de início o netvibes, que muito aconselho pois evita que se tenha que abrir várias páginas de diferentes endereços de emails e jornais e blogues e dicionários e mapas e motores de busca e todas as páginas que quisermos e calendário e bloco de apontamentos e ligações às nossas contas no youtube ou myspace etc etc. pode-se ter lá tudo concentrado na mesma página. é um centro de operações e poupa bué de tempo.
bom, se alguém tiver perguntas ou propostas, força.

e mais, quem quiser ser coordenador e mexer nas definições do blog basta dizer e eu envio um convite.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

à espera dos portugas em madrid

para seguir a onda dos relatos de férias, as minhas estão no seu apogeu: encontro-me em madrid na já afamada calle de sta. engracia, quer dizer, lá à beira, fazendo tempo até chegar o casal (na)morador: aifos e ocix (escritos assim parecem nomes de uns gueis gregos)

acabadinho de chegar de iquitos(amazónia)-lima-caracas-paris, e amanhã ainda gostava de tentar porto e depois braga. não sei como, a bagagem chegou a madrid quase intacta, ao contrário do sucedido na viagem de ida, em que a minha mochila ficou retida na venezuela pelas brigadas anti-droga do hugo chavez e eu tive que sobreviver no inverno de lima com uma mísera mantinha roubada à air france, que bem mereceu a má onda. são memo necas, estes joes... é no regresso que um gajo vem com os carregamentos ilícitos (depois distrubuo pela malta).

logo depois, descida ao sul: deserto de nasca. por diversão, pedi no guiché da rodoviária: "era um pa'nasca", mas ninguém me compreendia


grande curte, apesar de a anna a vomitar a viagem toda numa avionete mais apertadinha que um mini dentro da qual sobrevoamos as gigantes e misteriosas figuras ou geoglifos de nasca, deixadas há dois milénios por uma cultura pré-inca. na foto, os mais observadores poderão distinguir uma aranha um pouco mais à esquerda e acima do centro. mede cerca de 50 metros de comprimento, sendo das mais pequenas.

à noite, um comediante de rua mete-me no seu show dessa noite. grande combi, cheio de panascadas, que o que o povão gosta é de picante. é pena é serem pobres, caso contrário o artista teria ganhado uma pasta valente.


dia seguinte, ida ao deserto de Ica em carrinho especial de areia cujo nome anglófono se recusa a entrar no meu léxico pessoal. mega dunas, tipo montanhas, que se desciam em sandboard, desporto radicalíssimo e orgásmico que me proporcionou uns trambolhoes espalhafatosos cheios de areia na boca, mas que no final do tour já me deixava curtir a cena a altas velocidades.



passagem ainda pelas ilhas ballestras, chamadas os galápagos dos pobres. montes de piupius de espécies o mais diverso possível, de todas as formas, tamanhos e cores. uma beleza natural. e com pinguins, leões marinhos, condores, golfinhos e um peruano que vivia na ilha a tempo inteiro, sozinho a dedicar-se à masturbação profissional e a guardar a merda dos pássaros, verdadeiro tesouro que já originou guerras internacionais na região devido à sua importância e valor como fertilizante para a agricultura.



de tarde, visitamos o parque por terra, num velho coiso que eles chamavam autocarro mas que nós rapidamente transformariamos em atracção de museu. bonitas vistas nuns penhascos sobre o mar entalados entre o deserto e o mar. ao longe via-se um cabo com umas casitas: o restaurante onde almoçaríamos. apeteceu-me correr e lá fui eu, atravessando uma praia no caminho onde vinham morrer os leões marinhos. no meio de cadáveres em diversas fases de decomposição e do respectivo pivete, trouxe uma mandíbula com as presas bem conservadas e mal-cheirosas para oferecer à anna. comemos principescamente, eu ceviche, o prato mais típico do perú: peixe fresco crú marinado em lima, picantes e especiarias, cebola e servido com molhos à escolha. meu deus, quanto comi, disso e do creme de marisco mais poderoso e substancial de sempre.

lima-iquitos. primeira impressão ao chegar ao aeroporto: calor-humidade-extrema-sufoco. não é demasiado desconfortável. na cidade rodeada por mato, riquexós e motas por toda a parte, caos, parece a índia, deve ser porque está tudo cheio de índios. são atléticos, robustos. compreendo porque foi tão fácil aos portugueses terem que colonizar parte do brasil em estreita colaboração com as indias. há parcerias que estão votadas ao sucesso. adiante. o psicólogo austríaco que trabalha com o xamã com quem vamos estar parece-me louco. até aqui tudo como de costume. mete-nos no barco pelo amazonas, uma hora e pico até tamshiacu, a vilazinha a partir da qual nos meteremos na selva.
a gente é muito simpática, mas na vila sinto-me um colonialista. está tudo preparado de forma a que nós, os europeus, não tenhamos que fazer nada duro. os índios gostam de fazê-lo porque recebem uns trocados por isso. pus-me a observar estas coisas, as minhas mochilonas a serem carregadas por crianças todas contentes, etc. é fazer ser-se colonialista. depois de observar um pouco, tentei ao longo dos dias ir saindo desse papel. foi difícil, niinguém queria, a ordem que funcionava ali ficava baralhada.

chegada a Yushintaita, acampamento mas com construções enormes e de dois andares em madeira, paradisíaco. riacho para dar uns mergulhos, redes de embalar por toda a parte, selva e ruídos desconhecidos a toda a volta. vamos ficar pelo menos 10 dias.

primeiro dia, 7 da manhã, primeira medicina: oje, leite de látex. objectivo: purga. por cima e por baixo, algumas horas no riacho, nús e de rabo metido na água, evacuando compulsivamente em
ambos os sentidos. os pudores foram com a purga.
acerca das cerimónias de ayahuasca, o grande motivo da nossa viagem, abstenho-me de falar. ainda não se pode dizer nada.
outras medicinas compreenderam a bebida de mapacho, tabaco fortíssimo, de vómito imediato. um líquido que se mete pelo nariz e que parece que queima tudo até aos neurónios, um banho de infusão de várias ervas odorosas, uma hora metidos dentro da terra apenas com a cabeça de fora, etc etc.
a verdade é que me sinto bem (agora que voltei).

animais observados? uma víbora, um crocodilo bébé, pássaros e insectos de todo o tipo, ouvimos algo muito próximo que parecia ser um jaguar, cobrinhas e lagartos, e mosquitos, mosquitos a toda a hora, nas suas horas de expediente obrigando toda a gente a refugiar-se dentro das camas com mosquiteiro. impossível parar dentro da selva, há que estar sempre em movimento. e mesmo assim a cara vem lá de dentro como uma pizza. dizem que só passado um ano o corpo se habitua às picadas e a reacção quase desaparece. é suficiente para saber que eu não quero viver aqui.

o regresso foi atribulado, últimas compras, fazer as malas, muitas viagens. o perú é um país forte em pelo menos três coisas, natureza, arqueologia e artesanato, e viemos com as mochilas cheias depois de termos oferecido algumas roupas.

o país tem uma linha vertical de deserto junto à costa (entre 50 e 100/150 km), outra faixa de montanha, os Andes, que tem uma largura maior (entre 100 a 300/400 km, ultrapassando os 6000m de altura) e depois para dentro é a bacia amazónica, que ocupa metade do país. uma diversidade de climas, paisagens, culturas, influências, absolutamente fascinante. não vimos quase nada, mas intuímos.

este relato foi começado perto da bonnie and clyde bracarenses agora a viver em madrid, mas acabado em plena bracara augusta. sabe bem voltar! queijobinhos, alguém anda por perto?

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

bakantza

______ Xico

______ Sofia

Pois é caros companheiros, como tudo o que é bom se acaba, lá se foram as férias...... Desta vez, e para não variar, decidimos passá-las entre montes e vales e rumámos aos Pirinéus aragoneses para disfrutar de penedos e trovoadas como não tinhamos visto nunca!!!!

Mais concretamente fomos para uma zona próxima do “Parque Nacional de Ordessa y Monte Perdido” sítio emblemático e bastante bem preservado (aliás nós passámos o tempo a dizer –“F***-** esta m**** é um exemplo de conservação e tal.... Está bem pa c*******!” mas como na net somos bem educados abstemo-nos, e censuramos essas locuções)

Hummmmm, ja me estava a perder! Então partimos de Madrid no nosso carro novo (alugado por duas semanitas, claro está!) em direcção Madrid-Zaragoza-Huesca-Nenhures (leia-se Torla, o nome do pueblo) sem mais factos dignos de nota do que termos visto a Expo ao longe (ta bonito sim senhora), termos visto Huesca que é uma aldeia disfarçada (e mal) de cidade e de nos termos enjoado (eu e o Shima) como porcos no camião que os leva para o abate! Além do calorão insuportável que estava em Espanha por esses dias!!!

Tcharannnnnnn!!!!!! Este foi o primeiro relance que tivemos do sítio!!!!! Depois de dois minutos durante os quais tentamos recuperar a fala continuámos a ver esta paisagem cada vez mais perto, até que chegámos ao parque de campismo. E aí, tcharannnnnn!!!!!

O parque de campismo era mesmo em frente ao mega-penedo que podem vislumbrar na foto!!!! Eu sei que nao é um penedo, é uma formação geológica (canhão na sua forma mais orgulhosamente tuga, canyon na sua forma yankee) de origem cársica formada devido à natureza calcárea das rochas desta zona!!! (melhorou hein?)

Perco-me, perco-me. Só não perco a cabeça ....... porque, porque!

Bom.... é uma pena que não tenhamos tirado uma foto à entrada do parque porque era um verdadeiro espectáculo de cor. Estava constituído por duas casas de pedra literarmente cobertas por flores de todas as cores. Flores estas que só duram a epoca estival visto que o inverno nesta zona dura 5 meses ao ano. Que dureza!!!!!!!!!!!

Entao lá nos instalámos e tratámos de começar a explorar a zona (leia-se “andar como loucos”, nunca menos de 30kms por dia, quase nos mata aos dois ( Sofia & Shima)). Deixo-vos uma digitalizaçao ranhosa do mapa que levámos, espero que consigam perceber alguma coisa(a quadrícula é de 1km de lado, a escala ficava numa ponta da carta e deu-me preguiça!!!

Eu pessoalmente ia com pretensões de dar um passeio por um três mil, de preferecia o Monte Perdido que só com este nome já ganha uma espécie de aura mágica. Se se juntar ao nome enigmático os seus 3355 metros de altitude, a necessidade de o subir em dois dias (de mencionar que o refugio onde se pernoitava estava completo todo o mês de Agosto) (a nao ser que se alugue um taxi 4x4 que custa uma fortuna ou se pague a um guia a módica cuantia de 130€ por pessoa), os tres glaciares que o rodeiam (e é preciso atravessar pelo menos um para lá chegar) ou o facto de dia 5 de Agosto estar cheio de neve e serem precisos “cranpons” e “piolets” para la chegar, depressa se chega à conclusão de que a montanha me pôs no meu lugar (cá em baixo nos vales)! É que isto é uma montanha muito, muito séria! Daquelas que emocionam! Se não vejam esta foto do montito tirada a uma cota de 1900 m de altitude a uns 6 km em linha recta do dito! (reparem que abaixo se vê o trilho que fizemos no 4 dia).

Pois é.... muita areia para a minha camioneta!!!!! Mas não se preocupem pelo meu estado anímico... eu ja superei o assunto (mas custou), decidi que temos de voltar para o subir e ponto final. Alguém quer vir? ;)

Mas não pensem que estivemos o tempo todo a olhar para a montanha que não íamos subir, fizemos as nossas caminhadas (ver mapa) intercaladas com um ou dois dias de descanso. É que as patas do Shima ja nao são o que eram!

Nos dias de descanso aproveitamos para calcorrear a zona circundante, fomos a Jaca que é uma cidade virada para a montanha e que parece viver do turismo de inverno, fomos a Panticosa que é uma zona de esqui (mas não dava pa esquiar) entre outros “pueblos” mais ou menos interessantes e que ficavam perto!

Nos dias em que fizemos caminhadas aproveitámos para disfrutar dos rios da zona (as fomosas marmotas nem ve-las no entanto sempre havia companhia de uns abutres pirinaicos gigantes que confundiam o shima com um coelho). A água estava a uma temperatura agradabilíssima (para cerveja) e portanto tomar banho era uma espécie de sofrimento refrigerado (mas tomamos, sem bem que o xico ficou a falar fininho depois)!

Mas como disse no início tudo o que é bom se acaba e depois de uma semana de estadia pelos pirinéus o tempo deixou de ajudar e fugimos para o País Vasco. Até esse momento só tinha chovido e trovejado durante as noites ( TROVEJADO a sério, com raios a cair em arvores a a causarem pequenos incendios, e os teus ouvidos a zuir alguns segundos depois do trovão), mas como a coisa ia virar (e acreditem que é um sítio tramado para apanhar uma tempestade!!!!) decidimo-nos por um bocado de praia antes de acabar as férias. Deixo-vos uma imagem tipo eu (postal) de Torla que é a aldeia mais próxima do camping!!!!

Então lá fomos Torla-Jaca-Pamplona com paragem para almoço domingueiro nesta última que também se pode chamar Iruña e que compreendeu paella (e boa) e voltar a arrancar Pamplona-San Sebastián-Lumo-Mundaka (ou seja Iruña-Donostia-Gernika (sim... a do Picasso) – Mundaka).

Mundaka é uma vilória (pueblo) que parece ter sido um antigo destino turistico de classe alta que foi abandonado ( coisas da ETA ?!?) e reconvertido num destino de surf. Tem um bocado ar de cidade fantasma, nao sei.... é um sítio estranho. A grande vantagem é que fica perto de Bilbao que tem os seus encantos! ( de notar que o País Vasco tem aproximadamente 16 campings e quase todos em Viscaya, logo a escolha por Guipuzcoa não era muita)

Pois é, e pouco mais... a nao ser os fait-divers de estar a acampar e apanhar coisas como um casalinho de tugas obececados com o desporto, uma holandesa cota que não parava de arrotar e dar peidos sendo imediatamente criticada pela sua companheira, trovoada que parece que vai rachar a montanha que está por cima de ti em dois, cães com as patas inflamadas das caminhadas (pobrinho), montanheiros equipados para subir e descer o Everest quatro vezes seguidas mas que na verdade não saem muito do bar do parque de campismo, campings de praia que parecem ter sido invadidos para um casting da edição francesa dos morangos com açúcar, pessoal que não diz “hola” diz ”aupa” e não diz “adiós” diz “agur”.

E nós também, AGUR!!! AGURE (esta é a versão mais provinciana)

domingo, 3 de agosto de 2008