Parece-me bem que se quebre o silêncio deste blog! Bem!?!?!? Parece-me fundamental que se faça, mas talvez com jeitinho - para não perturbar nenhum ouvido que esteja por esta altura recheado de cera tal é a falta de uso que lhe é dado. E eis que por falar em cera, pensarão certamente que a abelha do título andará a zumbir na caneca ou a zombir no púcaro! Não poderias estar mais equivocados! Sucede que, aqui nas inglas e no meio de tanta pasmaceira e quotidianos formatados, aconteceu um encontro enorme, aliás foi antes um encontrão, dedicado à celebração do passado equinócio numa lua cheia!
Depois de passado muito tempo na horizontalidade da falta de formação e formas, sacudiu-se a poeira instalada e resolveu-se po unanimidade reavivar a alegria de viver! Que melhor altura senão uma sexta-feira dia 13 para tal celebração!!!
Assim e de repente e como se de fantasmas se tratassem, estavam reunidas as hostes zombeiras lá em casa! Não houve outra alternativa que não botar uma cara de morte e fingir que se fazia parte do ajuntamento, sob o risco de ser comido membro a membro. Foi altura de aproveitar a pilosidade facial, pegar numa toalha e fazer uma aproximação a um zombie futurista, ou pelo menos não confirmado: Zombien laden!

Como eu digo, antes um zombie vivo do que um Zé morto! Foi assim no meio dos canasdopé, e muita sangria (da verdadeira) que me fui infiltrando no meio da zombinzada e apesar da mortandade, sempre deu para meter conversa com uns mortos vivos como o Fidel (aka Lorenzo) e outros parceiros da morte eirada (o outro é o Ben!).

Apesar de estarem presentes outras ilustres personagens, de quem mais à frente já se irá relatar, convém dizer que a fome era negra e o lobo mau decidiu comer uma mão em vez de ir com o palhaço e o pai Natal ao circo. A alpinista enforcada no próprio cabo (que é a Marta que mora cá em casa), ficou de lhe dar uma mão e o lobito não encontrou melhor altura! Ao fim ao cabo, já nem a alpinista podia voltar a escalar nem o lobo seria o alfa da alcateia, quiçá o omega…
No meio de tanta sangria e um vodka negro assassino, eu decidi tomar a iniciativa da emplastra da foto anterior e tentar a minha sorte num eventual reavivar dos calores ao pé do forno e com um pouco de sorte, quem sabe, até um levantamento da pedra tumular! Mas a braza era quente demais e estava muito vivaça para o meu estado de degredo generalizado – se bem que o general ficou lá trás na primeira foto!
Por esta altura eu já estava prai nos meus menos sete palmos de terra e o pessoal começou a perder a cabeça! O responsável foi um já habituado a estas andanças de se perder pelos meandros da loucura e ensandecência, o Elvis (que é o Pete “da Zuco” – o outro nabiço que mora cá em casa) cum alta pança forrada a almofada e cabeça forrada a LSD!
Alta almofodinha foi limpar a casa no dia seguinte! Só foi pena os zombies não terem vómito fantasma, daquele que desaparece na bruma…
