quarta-feira, 25 de junho de 2008

uma imagem vale mais do que 1000 palavras

mas a minha máquina fotográfica avariou-se..

portanto, em vez disso, queria lançar um repto.
alguém já sabe quando vai estar na cidade berço d' Os Queijobinhos, a augusta bracara?
eu estarei até quase ao fim de julho pelo porto, com facilidade de dar saltos a braga para qualquer tipo de comemoração. depois, só mesmo final de agosto e princípio de setembro.
como dizemos todos os anos, seria fixe vermo-nos!

quanto às minhas andanças, tenho estado pelo porto, com visitas fugazes a coimbra (trabalho) e cada vez menos a braga (coçá-los). eu e o david fizémos um acampamento de algumas horas na mata do buçaco que teve como principal curiosidade o facto de termos saído de coimbra depois da 1 da manhã ainda para viajar, montar a tenda, etc.
talvez mandemos algumas fotos ao post.
entretanto, uma semana na alemanha. mais uma mossa numa carrinha, desta vez alugada para as mudanças da Anna. 700 euros. os meus vencimentos andam a ser bem investidos...
mas é um sinal de que ando um bocado aos Ss.
sem tempo para digerir. cago o que como sem tirar nem pôr.
logo a seguir a ter voltado lá de cima, chega o juantxo do este, cheio de coisas das índias. recomeçamos com o "ditu&feitu". actuámos em Portugal, depois no fim de semana seguinte em Espanha (num festival de teatro de rua, em foto de alguém que andava por lá), neste que vem em Portugal e pouco depois na espanha outra vez. como? ryanair, a companhia mais manhosa e útil para os nortenhos portugueses. mais rápido e quase mais barato do que ir a lisboa.
pelo meio, muitos workshops, muitas decisões de futuro que se desenharão ou não. cada coisa a seu tempo.
ahh e o encontro com o Marron (põe-te fino!) sempre se deu, na casa do seu irmão, que é quase meu vizinho, e que andará em digressão pelo estrangeiro com uma banda esquisita. Jantámos o Mirco (snoop doggy dog), eu (jim morrison), o Fera (jimmy hendrix) e o Tiago (Tiago).
por falar em marron, esta palavra é uma forma menos forte mas mais estilosa de dizer "merda" em espanha. "que marrón!"
bom, comer.
quer dizer, vou almoçar.
escrevam. digam merdas, digam marrons, qualquer coisa. anda tudo intimidado pelas peças de literatura de viagem (sempre com altos fotões) com que o nivete anda a presentear-nos?
basta um qualquer insulto colectivo e o resto do pessoal já gosta...

passóbéns do Batamão

terça-feira, 17 de junho de 2008

Caputz - Verao que Londres é que é!

Pois é meus amigos. Nao ha nada como nos enrolarmos na bandeira nacional, queimarmos um chourico assado na peruca da inglesa, e gritar bem alto: PORTUGOOOOOAAAAALLLLLL!

O passado fim de semana foi um fim de semana de emocao, alcool, coragem, fuminhos, cabrito assado “que nao comemos esta merda toda”, e Mary Poppins nos telhados Londrinos.



Tudo comecou no comeco, quando o Zé viu o Joao, e o Joao viu o Ze e ... nao, pera, antes o Joao veio de Bristol numa traquineta que fervia a 50 graus, dor apertada no peito, e com espasmos de panico que lhe ia dando uma coisinha má. Sim, depois de mijar na casa de banho da traquineta, a 200 km/h com a mangueira a dar a dar, e a ser atirado de um lado para o outro na pequena cabine com sanita, tudo ficou bem mais aliviado. O Zé por outro lado, ja que vinha de Oeste, teve confortavelmente abancado no Quimboio, mas nao se safou de esperar pelo Joao. Aproveitou foi para ver as venareantes londinas que de chanatas flip-flop e de top (e bottom) reduzido, se deslocavam, imagino eu, para as belas praias do Thames. Pelo menos como a cor da água nao destoa muito da do céu cinzento, haverá sempre a possibilidade da carga radiocativa lhes dar um bronze a maneira – ou isso, ou um cancro nas unhas!

Comecamos o dia a comer na mama ou melhor na Wagamama. A primeira conclusao foi que o verao é fuck. Quem quer que passe em High St Kensington no Verao, só pode chegar a essa conclusao, tal é a beleza da paisage, e pumba!!!! – malditos postes errantes!

Depois embarcamos para Notting Hill, e comecamos a tentar afogar as nossas ansiedades no alcool. Toda a gente sabe como elas cantam (mais sobre As Rebeldes, mais adiante). Deixamos a tralha na casa no nosso muy nobre anfitriao e subimos ao seu telhado, onde deitamos abaixo a bela da Super-bock.



Depois de emborcados, zarpamos em excursao para uma garagem feita restaurante emigra. A pinha! Felizmente reservamos mesa, mas esquecemo-nos de reservar as cadeiras, de forma que tivemos periodos de alguma tensao/hesitacao. Eu ainda pensei que tinha de arranjar uma cadeira antes de a música acabar, mas como a Tonicha nao se calavam e mais ninguiem corria a volta das messas, deixei isso para outras primárias! La conseguimos assentos com a testa bem enfiada debaixo de um dos ecrans.

O jogo foi como se sabe, Deco regado a tintol, Ronaldo bem assado, 2-0 allez allez (se Portugal perder com a Franca, nao faz diferenca, é allez allez até ao fim) mas com os turcos foi mais Ala Ala!



Acabamos de volto ao reinado da Mary Poppins a dar-lheforte no Alvarilho – qual podridao secundaria!



Quando nos fomos deitar já o Sol ia bem alto e pouco precepcao havia da realidade – foi um caso raro de loucura solarenga!



No dia seguir continuamos na senda da lusa patria! O Joao acordou com cara de poucos amigos e o Zé lá tentou enfiar o que devia no dito saco. Como o cerebro já nao funcionava usou-se outra fonte de ideias...



Depois de umas voltas num taxi demorado e bem pago, partimos em busca da celebracao do 10 de Junho, que foi festejado a 8, porque a malta de Londres é bem a frente!



Saridinhas, chourico, rissois, croquetes, chamusas, sumol, e muita cerveja regaram os festejos onde se pedia em Portugues, e felizmente se pagava em pounds.




Foi depois do Rancho de Abrunheira do Meio que aparecereu a revelacao do dia: As Rebeldes! Que contam no curriculo com actuacoes em Portugal e no estrangeiro, incluindo a Europa, a Madeira e Cabo Verde!



Ficamos todos com um sorriso de orelha a orelha e por pouco nao chegava a nuca!
Nao havia qualquer duvida que pelo menos uma das meninas tinha argumentos de peso!



Projectava-se bem (só era pena nao cantar) e ao contrário das desafinadas vocalistas, sabia o que fazer e como. Esta sim, uma menina bem lancada.



Ambos os dois foram tentar a sorte, mas pouco conseguiram. Ainda assim deu para facturar com a boneca e Ala que se faz tarde!

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Ver Ona por um Canudo!



- “O Zé olha o passarinho!”
- “É uma cria!!” E tudo o que eu queria era pôr-lhe as mãos em cima, para ver se lhe dava mais umas horas antes do gato Silvino (e não silvestre porque afinal estávamos na segunda maior cidade do Veneto Italiano!), se engasgasse com as penas…



Assim começou a descida do MonteÉquio depois de descarregadas as malas na casa da dona Augustina, que por muito Augusta que fosse, lá tino tinha pouco… Mas ainda assim tinha dois quartos que nos assentavam bem e estavam limpinhos, apesar de termos rezado três terços para que não nos calhasse uma espelunca. Felizmente a Joana fez uma boa escolha!
Aníbal “o Augustus”, Joana “a Espartana” e Zeca “o Nivete” estavam todos três reunidos na cidade dos Capuletos, depois de uns terem aviado de Turino e outro arrumado um Erasmus, este de Milão. Partimos então à conquista cultural da cidade, onde reinava uma paz de fracas bases. Antes que o caldo se entorne e a torre desmorone, mandamos logo vir uma pizza (com sólidas bases, claro) e evitamos as manifs na praça central, que reclamavam o valor da vida. Tomamos nota, mas seguimos a via ápia (em português: àpernasparaquetequero) e sem dar conta, nem das notas nem da vida, entramos no Coliseu!



O terceiro maior do mundo e talvez de Itália! Um mimo – ou dois que o outro estava escondido e sem rede. Entre subidas ao terceiro anel e descidas aos calabouços, tivemos o prazer de nos gladiar sobre a ciência das pequenas coisas. Ficou logo o palco montado para espectáculos futuros, pois aparentemente a acústica do coliseu é especial e por aqui passam os grandes tenores e as produções operárias, mas estas sem sindicalistas, apenas e só com o céu e um ovo estrelado por cima, tipo a cavalo.



Depois de um capuchino na praça, um montéquio em casa e um capuleto na cama, seguimos a percurso pelas margens do rio, onde já estava o Augustus primeiro a contemplar as suas conquistas. Com um semblante carregado e um céu pensativo, disse-nos assim:
- “Tenho uma história para vos mostrar! É para mater em segredo, mas ali no meu castelo, o Vechio está guardada a revelação da origem do Mundo”.




E eu pensei cá para os meus botões (principalmente o do elevador) que o melhor mesmo seria ir caladinho como um rato, atrás do Aníbal e depois como se fosse um leão dar alto escabeche, mas sem ninguém nem um gnu dar por isso, e sobretudo sem o Aníbal ver o fricassé! E como Poncio, o Pilatus, dei o meu melhor, num estilo que mais tarde se viria a chamar de Jon, o Travolta!




Deparamo-nos então com uma obra prima de terceiro grau, de Antonieta “a lambreta” – familiar do Aníbal, filha da sua prima a Maria, “sem cabeça” (foi no Corte Inglês com o cartão do marido – o Bony pós amigos - embora fosse mais franca que a zona euro).



Pastada na parede estava o Códice da Vívlia, peça do século, o primeiro, que retratava o origem do Mundo aos quadradinhos e que serviu de base para os copos que facilitaram a escrita da mesma história, em prosa, do livro sagrado. Percebe-se que por essa altura (500 metros) a sapiência era limitada e a autora, com laivos de uma clareza infinita, traduziu para miúdos os vários quadrados da criação. Assim se explica porque é que a origem da vida tem uma progressão geométrica e não aritmética: segue sempre ao quadrado do número anterior.





Desvendado o mistéio, a Espartana e o Nivete, resolveram matutar sobre o assunto e como quem matuta ao pé de Santa Engrácia, fica com pouca grácia e ainda menos santa, aproveitamos para seguir o Augustus e descortinar mais alguns mistérios da vida ou falta dela. Eis senão quando e no meio de muita obra, nos aparece um objecto do século que há de vir, e pelos vistos estava ligado à extinção!




Foi nesse momento que nos pareceu bem, ir apanhar Quim, o bóio (aliás primo do Rolhas) e arrepiamos caminho até à estação da Prima, a Vera, que nos abençoou com água, na benta, para regressar com a alma culta e o coração sorridente.