
- “O Zé olha o passarinho!”
- “É uma cria!!” E tudo o que eu queria era pôr-lhe as mãos em cima, para ver se lhe dava mais umas horas antes do gato Silvino (e não silvestre porque afinal estávamos na segunda maior cidade do Veneto Italiano!), se engasgasse com as penas…

Assim começou a descida do MonteÉquio depois de descarregadas as malas na casa da dona Augustina, que por muito Augusta que fosse, lá tino tinha pouco… Mas ainda assim tinha dois quartos que nos assentavam bem e estavam limpinhos, apesar de termos rezado três terços para que não nos calhasse uma espelunca. Felizmente a Joana fez uma boa escolha!
Aníbal “o Augustus”, Joana “a Espartana” e Zeca “o Nivete” estavam todos três reunidos na cidade dos Capuletos, depois de uns terem aviado de Turino e outro arrumado um Erasmus, este de Milão. Partimos então à conquista cultural da cidade, onde reinava uma paz de fracas bases. Antes que o caldo se entorne e a torre desmorone, mandamos logo vir uma pizza (com sólidas bases, claro) e evitamos as manifs na praça central, que reclamavam o valor da vida. Tomamos nota, mas seguimos a via ápia (em português: àpernasparaquetequero) e sem dar conta, nem das notas nem da vida, entramos no Coliseu!

O terceiro maior do mundo e talvez de Itália! Um mimo – ou dois que o outro estava escondido e sem rede. Entre subidas ao terceiro anel e descidas aos calabouços, tivemos o prazer de nos gladiar sobre a ciência das pequenas coisas. Ficou logo o palco montado para espectáculos futuros, pois aparentemente a acústica do coliseu é especial e por aqui passam os grandes tenores e as produções operárias, mas estas sem sindicalistas, apenas e só com o céu e um ovo estrelado por cima, tipo a cavalo.

Depois de um capuchino na praça, um montéquio em casa e um capuleto na cama, seguimos a percurso pelas margens do rio, onde já estava o Augustus primeiro a contemplar as suas conquistas. Com um semblante carregado e um céu pensativo, disse-nos assim:
- “Tenho uma história para vos mostrar! É para mater em segredo, mas ali no meu castelo, o Vechio está guardada a revelação da origem do Mundo”.

E eu pensei cá para os meus botões (principalmente o do elevador) que o melhor mesmo seria ir caladinho como um rato, atrás do Aníbal e depois como se fosse um leão dar alto escabeche, mas sem ninguém nem um gnu dar por isso, e sobretudo sem o Aníbal ver o fricassé! E como Poncio, o Pilatus, dei o meu melhor, num estilo que mais tarde se viria a chamar de Jon, o Travolta!

Deparamo-nos então com uma obra prima de terceiro grau, de Antonieta “a lambreta” – familiar do Aníbal, filha da sua prima a Maria, “sem cabeça” (foi no Corte Inglês com o cartão do marido – o Bony pós amigos - embora fosse mais franca que a zona euro).

Pastada na parede estava o Códice da Vívlia, peça do século, o primeiro, que retratava o origem do Mundo aos quadradinhos e que serviu de base para os copos que facilitaram a escrita da mesma história, em prosa, do livro sagrado. Percebe-se que por essa altura (500 metros) a sapiência era limitada e a autora, com laivos de uma clareza infinita, traduziu para miúdos os vários quadrados da criação. Assim se explica porque é que a origem da vida tem uma progressão geométrica e não aritmética: segue sempre ao quadrado do número anterior.


Desvendado o mistéio, a Espartana e o Nivete, resolveram matutar sobre o assunto e como quem matuta ao pé de Santa Engrácia, fica com pouca grácia e ainda menos santa, aproveitamos para seguir o Augustus e descortinar mais alguns mistérios da vida ou falta dela. Eis senão quando e no meio de muita obra, nos aparece um objecto do século que há de vir, e pelos vistos estava ligado à extinção!


Foi nesse momento que nos pareceu bem, ir apanhar Quim, o bóio (aliás primo do Rolhas) e arrepiamos caminho até à estação da Prima, a Vera, que nos abençoou com água, na benta, para regressar com a alma culta e o coração sorridente.



Foi nesse momento que nos pareceu bem, ir apanhar Quim, o bóio (aliás primo do Rolhas) e arrepiamos caminho até à estação da Prima, a Vera, que nos abençoou com água, na benta, para regressar com a alma culta e o coração sorridente.

6 comentários:
HAHAHAH que engraçado!!
está mesmo engraçado ;)
Vi que tão grande e pomposo relato epopeico merecia também um comentário mais digno do que aquele que antecede este.
É magnifica a visão que nos dás por esse canudo (que embora já o tenhas, insistes em lhe fazer o upgrade) que é o teu saber!
É com muito alivio que vejo que o paterno em boa companhia fez visita a partes da Itália.. ás vezes a ibéria não é suficiente.. mas como tu próprio dizes.. "José Augustos o Vitoriano"
bem.. agora que já escrevi para aqui uma salsichada de porco ibérico, com a mania que ri, mas ronca, fica o abraço que em breve te espero dar ;)
gostei muito do post:P
Mui alto te encarrapitas!
Meu caro irmao do meio (o outro ainda esta para vir...),
espero que a estas vistas te puxem para tambem em primeira mao, saques umas fotos e umas hitorias, para postares na esfera blogica (e tipo uma logica paralela, a B).
E quanto aos canudos, e como o chapeus "ha muitos"!
Mais aventuras, agora por Londres, para breve...
Gostei de toda a informação sobre VERONA,das fotografias. . .e da forma cheia de estilo e humor.
A foto do coliseu está fantástica.Ele é enorme como dizes . O coliseu não é só em Roma.....
Um beijo Mãe São
desde há mais de que nao sei quanto tempo.. que venho todos os dias a este sitio na internet e que vejo o mesmo post!! o poste de verona do Zeca Mpino!!
vá lá malta .. já estamos todos fartos de ver a mesma mensagem :P
abraço a todos
e um tambem para o Zeca melo!!
....
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